Plano Naval

O plano naval no seu conjunto foi afectado pelos ajustamentos da política nacional e teve de ser adaptado para a “guerra contra-subversão de África”. Os navios da Marinha de Guerra Portuguesa existentes não tinham sido concebidos para África e não correspondiam às necessidades de combate em rios. A maior parte deste material (Contratorpedeiros, Corvetas, Patrulhas, Lanchas de Fiscalização e de Desembarque…) foram adquiridos à França, Alemanha e Estados Unidos. No fundo, tinham sido navios e embarcações concebidas e construídas para as operações anfíbias da 2ª Guerra Mundial e que foram adaptadas para operar em águas dos interiores e fluviais. Isso aconteceu com os franceses no Viet Minh e mais tarde, em 1965, com os Estados Unidos.
É interessante, a referência no Livro de John P. Cann ( A Marinha em África…), página 70, alusiva ao Vice-Almirante Sachetti, a propósito da “Estratégia Emergente”, passo a citar: “ Logicamente seria de esperar que os vários planos navais fossem um reflexo da política e da estratégia naval portuguesa e decorreriam destas. Tal não era o caso, porque não havia quaisquer documentos formais que os descrevessem. Sem estas linhas mestras, a composição da esquadra proposta tornava-se sujeita a um qualquer número de variáveis. Como Saccheti referiu justamente, a definição de uma estratégia concertada e a sua evolução é muitas vezes o resultado de uma análise subsequente que explique o que aconteceu e porque aconteceu em vez de ser um processo estabelecido para guiar para actividades futuras”.
O plano naval no seu conjunto foi afectado pelos ajustamentos da política nacional e teve de ser adaptado para a “guerra contra-subversão de África”. Os navios da Marinha de Guerra Portuguesa existentes não tinham sido concebidos para África e não correspondiam às necessidades de combate em rios. A maior parte deste material (Contratorpedeiros, Corvetas, Patrulhas, Lanchas de Fiscalização e de Desembarque…) foram adquiridos à França, Alemanha e Estados Unidos. No fundo, tinham sido navios e embarcações concebidas e construídas para as operações anfíbias da 2ª Guerra Mundial e que foram adaptadas para operar em águas dos interiores e fluviais. Isso aconteceu com os franceses no Viet Minh e mais tarde, em 1965, com os Estados Unidos.
É interessante, a referência no Livro de John P. Cann ( A Marinha em África…), página 70, alusiva ao Vice-Almirante Sachetti, a propósito da “Estratégia Emergente”, passo a citar: “ Logicamente seria de esperar que os vários planos navais fossem um reflexo da política e da estratégia naval portuguesa e decorreriam destas. Tal não era o caso, porque não havia quaisquer documentos formais que os descrevessem. Sem estas linhas mestras, a composição da esquadra proposta tornava-se sujeita a um qualquer número de variáveis. Como Saccheti referiu justamente, a definição de uma estratégia concertada e a sua evolução é muitas vezes o resultado de uma análise subsequente que explique o que aconteceu e porque aconteceu em vez de ser um processo estabelecido para guiar para actividades futuras”.


