sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Memorando DFE4 - Angola 1963-65

Desporto

A parte desportiva não podia faltar. Desde logo, o tema do futebol que - ontem como hoje – era um dos temas preferidos. Os clássicos Benfica e Sporting, acompanhados de perto pelo Futebol Clube do Porto, do Belenenses e até da Académica, eram os clubes que geravam maiores discussões. Havia outras equipas fortes e algumas mais fracas que já não existem hoje. Na margem Sul, o Barreirenses, a CUF e o Lusitano de Évora. Em Lisboa, o Atlético e o Oriental e noutras zonas do centro do país o Torriense e o Caldas. A Norte, para além do célebre dragão, Futebol Clube do Porto, havia ainda Salgueiros e o Leixões. A norte, o Leixões. Creio que o Patela, que cumpria serviço militar no exército, em Santo António do Zaire, fora jogador do Leixões. Nessa qualidade, alinhava pela equipa do Exército contra os fuzileiros, cuja equipa formada pelos fuzos com residência temporária na vila. Por esse motivo, as nossas equipas mudavam muito de jogadores. Não integravam sempre os mesmos jogadores. A rotatividade era frequente e dava lugar a várias equipas, segundo o testemunho fotográfico da época.
Confesso que nunca tive habilidade alguma para jogar futebol; era um desastre… talvez por isso nunca fosse assistir aos jogos da malta. No entanto, gosto de futebol e tenho um simpatia especial pelo Benfica e, claro, pela Selecção Portuguesa. De resto, gostava das outras modalidades do desporto, como por exemplo a natação, o mergulho, os exercícios debaixo e água , o boxe e a luta livre.










O Benfica campeão anos 1963/64/65 e duas Taças Europeias. O Sporting ganhou o campeonato em 1962 e 1966










Equipa do Futebol Clube do Porto em 1958 e à direita a Selecção Portuguesa e do Brasil, anos 60

Quanto a discussão sobre o futebol, esta daria pano para mangas, como se costuma dizer. Naquele tempo não se dispunha da informação e dos meios de que se dispõe hoje. Cada um puxava a conversa para o lado que mais lhe convinha. Quando havia dúvidas perguntava-se ao parceiro que estava perto e que não entrava na contenda. Lembro-me, numa dessas ocasiões alguém perguntar ao nosso camarada Chamusca, que respondia meia hora depois, numa pergunta relacionada dizer:Ah! Pois, o Belenenses!.. Estás a ouvir pá, foi o Belenenses!
A luta livre e os combates de boxes eram igualmente temas apreciados. Não só porque faziam parte da nossa preparação de fuzileiros como havia na época praticantes dessa modalidade na Marinha. Nomes como o de José Luís, Carlos Rocha, Tarzan Taborda, para citar os mais conhecidos. No boxe, e a nível internacional, o famoso Cassis Clay (Muhammad Ali), era o ídolo mais admirado nesta modalidade. Por isso não provocava discussão.







As duas primeiras imagens são de José Luís e a última de Tarzan Taborda.

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